Família ALVERNAZ da Ilha do Faial:
Os Alvernaz, segundo renomados genealogistas e pesquisadores, tem origem na família Alvernaz de Portugal continental.
ALVERNAZ mais antigos que se tem conhecimento em Portugal (1280 -1297) final do século XIII, são Martim Peres Alvernaz e seu filho Gil Martins Alvernaz, homens ricos possivelmente moradores de Beja. Sabe-se deles por negócios que fizeram:
" encontramo-los registados a efectuar dois escambos nessa cidade – em 1280, recebendo uma vinha e campo - e em 1286, trocando três casas por um herdamento no termo – com a igreja de Santa Maria de Beja, do padroado da Ordem de Avis10. Além destas transacções, Martim Peres Alvernaz e seu filho Gil Martins vendem ao rei, em 1287, diversas propriedades situadas em Almodôvar e no seu termo, por 150 libras11." (1)
O povoador da Ilha do Faial foi Martim Alvernaz casado com Brazia da Câmara. Possivelmente, seja Câmara com origem na Ilha da Madeira, por haver grande e tradicional família Câmara naquela ilha.
Por sua vez, Martim Alvernaz pode ter sido filho tanto de João Alvernaz, contador do infante D. Fernando, como de seu irmão Lopo Alvernaz, que trabalhou também para o mesmo D. Fernando, assim como teria sido neto de Afonso Martim Alvernaz, conceituado magistrado e corregedor de Lisboa, no século XIV da era comum. (2)
João Alvernaz ou Lopo Alvernaz, é a hipótese mais provável da ascendência paterna do povoador da Ilha do Faial, ambos filhos de Afonso Martim Alvernaz, que teria sido avô do patriarca faialense (2)
João Alvernaz consta em 1437 como escudeiro do infante D. Fernando, filho do rei D. Duarte e D. Leonor, tendo seu irmão Lopo Alvernaz também servido ao mesmo D. Fernando; D. Fernando foi
donatário dos Açores entre 13 de novembro de 1460 e 18 de setembro de 1470;.
João Alvernaz também foi contador do infante D. Pedro, duque de Coimbra, e contador
dos contos de Lisboa.
Então, coloco a seguinte ordem genealógica, com a liberdade de fazer uma suposição de uma origem em Beja, Portugal, considerando ser Alvernaz um nome incomum, sendo os primeiros deste nome homens ricos, tendo os Alvernaz de Lisboa feito parte de uma elite de homens de lei nos anos 1300, o que me faz supor uma origem certamente rica, que para mim vai na direção dos homens ricos de Beja:
* Martim Perez Alvernaz (Beja, Portugal), pai de
* Gil Martim Alvernaz (Beja, Portugal), hipótese de ser pai de (apenas hipótese)
* Afonso Martim Alvernaz (Lisboa) pai de
* Martim Alvernaz (Lisboa) , pai de
* João Alvernaz e Lopo Alvernaz (Lisboa), um dos dois pai de
* Fernão Alvernaz (Faial) c/c Paulina Furtado de Mendonça
Paulina Furtado de Mendonça era filha de Fernão Furtado de Mendonça, povoador da
ilha Graciosa, e possivelmente de uma primeira mulher deste, Ana de
Guevara, da ilha da Madeira (2)
Do Fernão Alvernaz e Paulina Furtado de Mendonça, descendem os Alvernaz da Ilha do Faial, foram pais de:
* 1- Fernão Furtado de Mendonça (que segue);
* 2- Gaspar Furtado de Mendonça;
* 3- Maria Furtado de Mendonça;
* 4- André Furtado de Mendonça (que segue);
*5- Belchior Furtado de Mendonça.
1- Fernão Furtado de Mendonça, morador no Faial, a quem foi passada carta de brasão de armas em 10/10/1519,
Outubro, casou com Maria
de Lemos de Faria
Filho:
1- Gaspar de Lemos de Faria, o primeiro “capitão
de Infantaria” da ilha do Faial. c.c. Maria de Boim
da Silveira. Ele testou em 1597, ela morreu no Faial em 1627.
4- André Furtado de Mendonça, c.c. Catarina de Lemos de Faria, da ilha Terceira, tiveram:
* 1- Beatriz Furtada;
* 2-Fernão Furtado de Mendonça, que segue.
* 3- Guiomar Alvernaz de Mendonça, c.c.
Álvaro da Silva, c.g.
* 4- Catarina (Duarte?) de Mendonça, c.c.
João da Terra, c.g.
* 5- Gaspar Alvernaz de Mendonça, c.c.
Maria da Veiga, c.g.
* 6- Belchior Furtado de Mendonça, c.c.
Maria da Veiga,
irmã da Catarina da Veiga, acima. s
* 7- Helena Furtado de Mendonça;
* 8- Paulina da Purificação;
* 9- Águeda de Santa Clara;
* 10 - Clara da Conceição, tendo Paulina, Águeda e Clara sido freiras.
Ao que parece, os irmãos Fernão Furtado de Mendonça e André Furtado de Mendonça possivelmente casaram com duas irmãs, pelo nome de família delas: Maria de Lemos de Faria e Catarina Lemos de Faria.
Algumas observações:
Os livros paroquiais mais antigos da Ilha do Faial não existem mais. Somente há livros com registros de nascimento da Ilha do Faial a partir do ano de 1624.
Portanto, há um "buraco" nas genealogias faialenses no período compreendido entre as genealogias dos povoadores até os nascimentos a partir de 1624.
Deste modo, temos registros de nascimento de uma terceira geração, ou seja, de netos dessas personalidades, considerando-se uma média de 30 anos entre uma geração e outra, neste espaço aproximado de 100 anos sem registros paroquiais de nascimento.
Inobstante este lapso documental, foi possível saber a origem dos pioneiros da família Alvernaz da Ilha do Faial, conforme colocado aqui.
Há outras famílias açorianas com os nomes de Albernaz/Alvernaz com origem diversa, com uma que descende de Sebastião Gonçalves Alvernaz, de Biscaia, Espanha, sem vínculo de parentesco com os Alvernaz de Portugal, ao que consta.
Fontes das informações: